Visão Sobre a Copa do Mundo com Mobilidade Urbana em Cuiabá..

Elaborei aquele texto ontem com uma visão superficial de felicidade e ingenuidade talvez de que tudo era pura felicidade.. como todos sabem sou apaixonada pelo que faço e luto por ideais melhores de convivência entre os profissionais da nossa área..  por isso mandei o texto para um inteligentíssimo professor meu de faculdade para iniciar uma discussão saudável sobre o assunto.. fiquei muito feliz pelo feedback dele comigo e me empolguei querendo alargar o debate e a luta a favor de uma sociedade mais justa. Ele abriu meus olhos para uma visão mais ampla sobre o assunto. Estou Feliz..

Oi, Márcia. Tudo bem? Passei uma temporada 
longe do computador, o que
explica minha relativa demora em responder.
(menos de um dia) Talvez não esteja em
condições de julgar a pertinência do seu texto
 por não partilhar,
absolutamente, do seu entusiasmo pelas 
transformações
 urbanas em curso
na nossa cidade. Penso que, enquanto sede de uma 
Copa do mundo, Cuiabá
perdeu uma grande oportunidade de se reinventar 
a partir do momento em
que privilegiou obras caras dedicadas 
basicamente
ao fluxo de automóveis, obras 
que em pouquíssimo 
tempo estarão tão congestionadas
quanto as vias atuais.
Concordo com aquele raciocínio que diz:
investir apenas em viadutos e alargamento 
de ruas para melhorar o
trânsito de veículos é como curar a obesidade
 afrouxando o cinto da
calça. A saída seria investir pesado num sistema 
de transporte público
eficiente que encorajasse a população a usar menos
 o carro, e aqui o
exemplo de Curitiba continua atual. A única 
obra que poderia
representar um ganho de verdade para o grosso 
da população é o VLT,
mas não tenho esperança de que fique pronto 
antes de tornar-se
obsoleto, e a um custo que o justifique. O BRT, 
por outro lado, vinha
junto com a promessa de desapropriar grande 
parte dos casarões
irregularmente amontoados no parque da luz, 
o que teria um efeito
positivo sobre a qualidade do centro histórico
 e da cidade como um
todo. Infelizmente o antigo plano de recuperar 
a região do porto,
revertendo a nefasta tendência imobiliária de
 deixar a cidade cada vez
mais isolada do rio Cuiabá, também não se 
concretizou.

Quanto à afirmação de que Cuiabá nunca teve 
planejamento, vale uma
ressalva: o problema de Cuiabá nunca foi a falta
de planejamento, mas
a falta de governantes que o respeitassem.
Parece um detalhe bobo, mas
afirmar que Cuiabá não foi planejada seria
 incorrer numa grande
inverdade histórica e numa injustiça para com
 as dezenas, talvez
centenas de profissionais sérios que se 
dedicaram anos a fio, nos
porões dos antigos DOPs (Departamento de
Obras Públicas) do Estado ou
do extinto IPDU, aos problemas urbanos da capital.
 Se boa parte desses
projetos, estudos, normas e planos diretores não 
foi respeitada é
outra história. Mas nada disso tira a validade 
e o interesse do seu
texto. Portanto, vá em frente!
Ricardo Castor

Perfeito Professor!!!!!!!
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